27 de outubro de 2016

O PROCESSO EVOLUCIONÁRIO DAS ESPÉCIES ARTIFICIAIS

Nivaldo Machado[1]
Marcelo Machado[2]


Certamente este trabalho não fora iniciado com meu projeto de pós-doutoramento junto ao departamento de Filosofia da Universidade Federal de Santa Catarina, todavia, foi através dele que o presente texto teve, mesmo sem o intuito de ser uma produção acabada, um de seus terrenos mais férteis.
Mas para chegar até aqui não poderia deixar de citar pessoas que tiveram significativa contribuição. Começando por meu orientador o professor Luiz Henrique de Araújo Dutra, cuja competência intelectual só é ultrapassada por sua grandiosidade humana em sua incansável labuta em prol do trabalho filosófico feito com o mais refinado cuidado. 
Tenho também dívida eterna com meu amigo João de Fernandes Teixeira que é certamente o maior incentivador em nosso país para o desenvolvimento das pesquisas na área da Filosofia da Mente.  Ao pesquisador e filósofo Gustavo Leal-Toledo por ser co-autor comigo em diversas obras e por sua postura intelectual refinadíssima. Aos pesquisadores Eduardo Legal e Sérgio Jacques Jablonski Júnior pelas correções em minhas ousadas discussões no âmbito das Neurociências e da Psicologia. 
Ao escritor e antropólogo Jean Segata por ter sido certamente um amigo e um mestre no uso das palavras. Aos filósofos Alexandre Meyer Luz, Jaimir Comte, Márlon Teixeira, Carlos Eduardo Sousa e Gabriel Mograbi pela seriedade e sofisticação no trabalho filosófico e, principalmente, em nossas intermináveis discussões acerca dos limites entre o âmbito filosófico e científico.  Por fim, meu querido grupo de pesquisa em Filosofia da Mente e Ciências Cognitivas, e, de modo mais direto ao professor Marcelo Rogério Machado, que escreveu comigo este breve ensaio.
Certamente o próprio Darwin não deva ter, nem mesmo em seu sonho mais descabido, vislumbrado que sua produção pudesse chegar a este ponto. Ou seja, quem imaginaria que implicações da teoria evolucionária pudessem permear discussões acerca da possibilidade de sua aplicação como critério para a evolução num mundo trans-humano! Teríamos nós e os robôs os mesmos ancestrais de modo que seja possível que  os robôs se apresentem como sendo o próximo passo evolucionário do homo sapiens sapiens!
Mas estas especulações até aqui aparentemente despretensiosas, hodiernamente, parecem já ter o mérito de receber um tratamento teórico bem mais cuidadoso.
Como este breve texto tem por intuito ser provocativo de discussão com pesquisadores e interessados na temática, algumas indagações talvez se façam interessantes:
i)               Será possível que seres artificiais evoluam?
ii)    Temos um conceito razoavelmente claro para o que, de fato, seja algo artificial? Ou, quais critérios seriam necessários para que a artificialidade se instaurasse?
iii)           O que seria uma espécie artificial?
iv)           Especiação biológica e artificial poderiam implicar algum tipo de correlação?
v)     Poderíamos ter uma espécie artificial que evoluísse de uma biológica? O sentido oposto seria também possível?

Creio já termos alguns elementos para começarmos nossa conversa...




[1] Doutor em Filosofia na área de Epistemologia e Filosofia da Mente pela Universidade Federal de São Carlos/UFSCar; Pós-Doutorando em Filosofia na área de Epistemologia e Lógica pela Universidade Federal de Santa Catarina; Coordenador do Grupo de Pesquisa em Filosofia da Mente e Ciências Cognitivas/UFSC-CNPq.
[2] Professor de Biologia e Membro do Grupo de Pesquisa em Filosofia da Mente e Ciências Cognitivas/UFSC-CNPq.

61 comentários:

  1. Acho que deveríamos para início de conversa, definir o que se entende por "seres artificiais", e dado isso a questão ii) deveria vir antes da i), uma vez que necessitamos do conceito de 'artificial' para definir 'seres artificiais'. Definindo esses pontos podemos prosseguir para as outras questões.

    ResponderExcluir
  2. Caro Everton,

    Vou apresentar conceitos provisórios para podermos melhorá-los na medida do aprofundamento da discussão, ok!

    vamos lá:

    i) Seres artificiais: todo e qualquer ente que possua no seu processo de elaboração a impregnação/uso de atividade elaborada por qualquer outra entidade que possua sistema cognitivo suficiente para tal tarefa;

    Não vou entrar agora neste ponto... mas creio que entes naturais e artificiais não sejam assim tão diferentes!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Vamos lá, "todo e qualquer ente que possua no seu processo de elaboração a impregnação/uso de atividade elaborada". Esse "processo de elaboração..." seriam capacidades cognitivas ou capacidades motoras desse ente de elaborar alguma coisa? (Ficou confuso pra mim) ou quando falas em "processo de elaboração" tais falando no processo de construção de um robô por exemplo?
      A minha pergunta se deve ao fato de, termos a possibilidade de seres naturais com partes artificiais (seja ela qual for),o que nos traria (com algum abuso de linguagem) um tipo de espécie mista aqui.

      Excluir
  3. "seriam capacidades cognitivas ou capacidades motoras"... Cognitivas necessariamente e motoras possivelmente. È possível apenas a cognitiva, é possível cognitiva e motora, exclui-se as demais possibilidades.

    O Processo de elaboração/construção deste novo ente (neste caso então, artificial) se dá a partir das configurações dadas por esse ente-cognitivo.
    Note: "S é um sujeito cognitivo"
    "S elabora uma nova configuração da matéria X devido o uso desta capacidade cognitiva"
    "X é um ente artificial"

    ResponderExcluir
  4. Nivaldo, talvez tenhas que definir o que queres dizer com "processo de elaboração" e "uso de atividade elaborada". (Que elementos podem constituir o processo de elaboração de uma criatura? E em que consiste o uso de atividade elaborada na criação? essa atividade pode se dar em graus?) Porque dada essa definição, parece que um bebê de proveta é artificial.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Luiz,

      Pensei nisso... Vamos lá:

      i)Que elementos podem constituir o processo de elaboração de uma criatura?
      R: Todo e qualquer elemento material.

      ii)E em que consiste o uso de atividade elaborada na criação?
      R: Uso de aparato cognitivo é condição necessário para tal atividade de feitura deste ente.

      iii) Essa atividade pode se dar em graus?
      R: Sim, mas isso não é condição necessária.

      iv) Um bebê de proveta poderia ser um ente artificial?
      R: Ótima pergunta! Note Luiz, no momento em que um determinado sujeito "S" com aparato cognitivo suficiente para elaborar nova organização de outros entes materiais, e, devido ao uso deste aparato ocorrer a feitura de um novo ente, ele será artificial. Ora, podemos assim dizer que um bebê possui que no processo de sua feitura ("fazimento" inventei essa palavra!) incorpore ação nestes moldes, ele, o bebê, terá, em algum grau, artificialidade.
      Entretanto, mesmo sendo ARTIFICIAL o início do processo, isso não implica que a continuidade do processo de elaboração deste novo ente seja também NECESSARIAMENTE artificial. OK!
      Neste caso, o princípio do bebê de proveja é artificial pois existiram entes com aparato cognitivo e dele fizeram uso para formar este "bebÊ". Todavia, a artificialidade foi seguida por um processo natural de organização da matéria de modo a chegar o ente "bebê" em sua completude.

      Excluir
  5. Quando que se determina uma nova espécie? É necessário uma mudança genética ou não? Quando considerar uma evolução? Um vírus de computador é criado e elaborado, mas é artificial? Se der a capacidade de criar pensamentos, levando em consideração que teria acesso a todo e qualquer tipo de informação com capacidade cognitiva de aprender... Quando considerar que aprendemos algo? Se a resposta for baseada no entendimento, este vírus entenderia de tudo, portanto poderia sentir, amar, chorar e até sonhar...

    ResponderExcluir
  6. Caro Rafael Cinei,

    Vamos um pouco mais devagar que suas pontuações e arguições são muito commplexas, OK!
    Pois é, o surgimento de uma nova espécie, grosso modo ainda falando, parece se dar quando algum organismo (normalmente "vivo"... vou tentar explicar isso outra hora ok!) apresenta um dado percentual de características que são suficientes para distingui-lo das espécies já existentes.
    Parece também que a especiação não exige necessariamente o critério de possuir vida (mas aqui, não vou agora continuar... caminho que filósofos da biologia e biólogos podem ser mais precisos que eu)...
    Quanto ao vírus de computador, essa temática é muito interessante. Note, parece a princípio que ele é artificial, todavia, ele pode implicar em alterações que, poderão ser entendidas como naturais (num segundo momento é claro). Digo isso pois um vírus de computador pode ser artificial em seu início, todvia, implicar em uma cadeia de eventos em que não exista mais a aplicação do Aparato Cognitivos, e, deste modo, criaria um elemento natural mesmo advindo de um artificial!

    ResponderExcluir
  7. Mas Nivaldo....

    O processo evolucionário artificial e natural se dariam nos mesmos moldes?!?!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Boa Pergunta Samantha,

      O que eu tento demonstrar é que sim. Mas, para isso, primeiro devo ter clareza de como seriam "este modo".

      Excluir
  8. Nivaldo
    Bom dia

    Se a próxima evolução do homem sapiens sapiens for um ser artífial, isso poderá gerar um conflito entre ambas as partes por poder? Pois um ser humano pode criar um ser artífial, um ser artificial será capaz de reproduzir um ser humano além dele mesmo?

    ResponderExcluir
  9. Diego José Caetano31 de outubro de 2016 07:27

    Nivaldo
    Bom dia

    Se a próxima evolução do homem sapiens sapiens for um ser artífial, isso poderá gerar um conflito entre ambas as partes por poder? Pois um ser humano pode criar um ser artífial, um ser artificial será capaz de reproduzir um ser humano além dele mesmo?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. vai quebrar o pau

      Excluir
    2. Caro "Anônimo",

      Boas perguntas...

      1- Se a próxima evolução do homem sapiens sapiens for um ser artificial, isso poderá gerar um conflito entre ambas as partes por poder?
      R: Mesmo eu não tendo,. neste momento, uma preocupação ética... mas a resposta seria SIM, PE POSSÍVEL.

      2- um ser humano pode criar um ser artífial, um ser artificial será capaz de reproduzir um ser humano além dele mesmo?
      R: Defendo a tese que sim. Um ser artificial poderá reproduzir um ser humano.

      Abraço...

      Nivaldo

      Excluir
  10. Olá Nivaldo! Que paralelo seria possível traçar entre esta discussão e a obra "admirável mundo novo", na qual são criadas castas genéticas que desempenham papéis diferentes na sociedade? Outra obra com temática relacionada é "a cidade e as estrelas" na qual há uma cidade tecnológica estacionária, e nela os seres humanos são gerados por máquinas, geneticamente programa dos pra temer o mundo exterior, apesar de viverem uma rotina lúdica e despreocupada, sendo inteiramente servidos pelas máquinas.

    ResponderExcluir
  11. Ótimo texto! Parabéns aos autores!
    Minha dúvida consiste nas capacidades cognitivas, pois como as mesmas poderiam ser desenvolvidas nos seres artificiais? Por exemplo, a atenção (que é extremamente difícil desenvolver nos seres humanos, no meu ponto de vista)? Parece-me que algumas capacidades cognitivas são mais fáceis em termos de desenvolvimento do que outras... O que acham disso?

    ResponderExcluir
  12. Determinados seres sobrevivem por serem mais adaptados, ou são chamados de mais adaptados simplesmente terem sobrevivido? O princípio da evolução das espécies não é uma grande petição de princípio?

    ResponderExcluir
  13. A seleção natural exige uma estabilidade relativa do ecossistema, um verdadeiro "ceteris paribus" da economia reaplicado em outro domínio. O processo de seleção natural ocorre simultaneamente selecionando os adaptados e premiando os sortudos. Quanto mais estável, mais a adaptação se expressa, e quanto menos, mais a sorte decide o destino. Os poderosos e versáteis velociraptores, por exemplo, não poderiam vencer uma hecatombe que abalou o ecossistema inteiro. A regularidade e estabilidade é são as molas metras da origem da vida e das espécies, e a seleção só é colocada em movimento aós isso ocorrer.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. A seleção natural não exige uma estabilidade relativa do ecossistema, um verdadeiro "ceteris paribus" da economia reaplicado em outro domínio. O processo de seleção natural nunca ocorre simultaneamente selecionando os adaptados e premiando os sortudos. Quanto mais estável, menos a adaptação se expressa, e quanto menos, mais a sorte decide o destino. Os poderosos e versáteis velociraptores, por exemplo, não poderiam vencer uma hecatombe que abalou o ecossistema inteiro. A regularidade e estabilidade não são as molas metras da origem da vida e das espécies, e a seleção só é colocada em movimento aós isso ocorrer.

      Excluir
  14. O universo é, de um modo geral, bastante hostil com a possibilidade de vida. A terra é uma combinação improvável de, a) uma órbita quase perfeitamente circular, b) distância certa de sua estrela, c) proporção certa de água e elementos quimicos, d) atividade vulcânica que permite a existência de um campo magnético protetor, e) uma lua que estabiliza a órbita, f) um guardião como júpiter que absorve grandes asteróides, etc. etc. Sem todos esses elementos juntos, não haveria sequer condições para que hovesse cadeias carbônicas complexas, como o DNA.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. eu é que sou, de modo geral, hostil a esse tipo de comentário tirado de um livro de ciências da 5ª série. Um comentário minimamente plausível é uma combinação improvável de, a) uma ideia a ser transmitida, b) algum tipo de sustentação para esta ideia, c) alguma relevância com o tema em questão. Sem todos estes elementos juntos, não haveria sequer condições para que houvesse respostas complexas a um comentário, como este.

      Excluir
  15. O universo é infinito ou finito, é eterno ou teve um começo? O tempo acompanha o universo, ou nasceu com ele? Talvez essas questões não façam sentido, e no final, no ponto onde descobriríamos quem está certo, essas propriedades sejam apenas sombras tênues de outras propriedades mais e mais enigmáticas e complexas, as quais nem sequer temos conceitos para pensar e compreender...

    ResponderExcluir
  16. Se toda a área de investigação científica é um recorte da realidade, esse recorte já retira da realidade tudo que que não pertence a essa seleção. Se a ciência é uma coleção de recortes, ela é um conjunto de áreas que são "sobre isto e isto, e não sobre todo o restante da realidade". A ciência, por isso, não pode ser uma investigação que encerra a própria realidade, ou, não dá conta por si mesma de totalidade dela.

    ResponderExcluir
  17. Silvio Cezar Deluca18 de novembro de 2016 23:29

    Nivaldo boa noite!

    A clonagem de animais ou plantas seria uma criação artificial no ponto de vista cientifico sabendo que a mesma e uma copia da genética ?

    ResponderExcluir
  18. ola boa tarde

    hoje vemos preconceito em relação a relacionamentos de pessoas do mesmo sexo... no entanto num futuro talvez próximo, acredito que talvez veremos humanos e seres artificiais se relacionando? será possível um ser artificial conseguir ter uma relação com um ser humano sem distinção sexo? de que maneira cientistas veem isso?

    ResponderExcluir
  19. Aline - SENAC - Rio do Sul21 de novembro de 2016 23:05

    Um robô que possui dipositivos que reproduzem a capacidade humana, tem inteligência para cuidar do meio ambiente? Considerando que o mesmo não depende das mesmas condições que um ser humano para sobreviver.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Fernando de Borba - SENAC - Rio do sul22 de novembro de 2016 13:09

      Orgulhoso da sua indagação Aline!!! Vou pegar esse gancho e avançar um pouco mais o seu pensamento... a curto prazo talvez estes robôs, aqui colocados por você, poderão não depender das mesmas condições ambientais necessárias para o ser humano. Porem a longo prazo (considerando que estes seres não terão prazo de morte definida), precisarão se preocupar sim com as questões do meio ambiente. Usarei como exemplo o aquecimento global e todo o seu impacto ao meio ambiente, se considerarmos um dos piores cenários possíveis, como o descongelamento total das geleiras, que causará uma significativa elevação do nível do mar, ocorrendo assim o efeito represa nos rios e a invasão das marés nos mesmos. Este efeito inundará e tornará muitos locais inabitáveis, inclusive para estes seres artificias (a não ser que se tornem híbridos: terrestres e aquáticos ou terrestres e Aéreos). Sem contar que ele estará prejudicando a vida dos seres humanos, entrando em conflito com a 1º lei de Isaac Asimov ("Um robô não pode ferir um ser humano ou, por ócio, permitir que um ser humano sofra algum mal") que estabelece regras básicas para que seres humanos e robôs convivam de forma pacifica e ordenada, não que eu acredite fielmente que essa lei será respeitada, pois envolve outras questões como, a consciência, algo que gerará grandes discussões.

      Excluir
    2. Cristiano Martins - SENAC RIO DO SUL23 de novembro de 2016 12:12

      Mas calma aí, robôs são bem diferente de nós nesse quesito: eles não sentem frio, calor, não passam fome ou sentem medo. Não precisam nem mesmo dormir ou descansar. Ao meu ver, o fator fonte de energia é o que inicialmente poderia limitar eles. Havendo uma bateria (ou um combustível) que lhes garanta autonomia já seria o suficiente para estarem ativos 100% do tempo.

      Excluir
  20. Cristiano Martins - SENAC RIO DO SUL22 de novembro de 2016 00:10

    Bem, partindo do conceito de que “artificial” é tudo aquilo que não é natural, mas sim algo criado a partir de uma técnica, penso que a evolução de “seres artificiais” não só seja possível como é algo que CERTAMENTE acontecerá – e dentro de pouco tempo (20, 30 anos no máximo). Mas por que digo isso? Vejamos o exemplo dos computadores: há alguns anos atrás os computadores eram gigantes e pesados, consumiam muita energia e pouco produziam. Em pouco mais de meio século desde a sua criação, eles evoluíram tanto (e numa velocidade tão espantosa), que nem o mais otimista engenheiro daquela época poderia imaginar que estaríamos vivenciando essa abundância tecnológica que temos nos dias atuais. A Internet simplesmente rompeu todas as barreiras e reúne praticamente todas as informações disponíveis n o globo, dando poderes incríveis a qualquer um que tenha acesso a rede. Imagine agora todo esse conhecimento acessível à um “ser artificial” capaz de acessar, processar, analisar e extrair dados valiosos de todo esse conteúdo, praticamente em tempo real. Qual seria o poder desse ser? Quais os limites existentes? O que ele não conseguiria responder/criar?

    A computação quântica já é uma realidade e pode ser a chave para alavancar esse processo. Apesar de ainda estar em fase de estudos e aprimoramento, já se sabe que ela deverá ser uma realidade dentro de pouco tempo e que, consequentemente, mudará tudo por aqui. Ainda restam muitas perguntas para serem respondidas (como fonte de energia que dê suporte à tudo isso e sistemas operacionais tão complexos quanto), mas o fato é que, no ritmo absurdamente acelerado que a tecnologia avança todos os dias, não acreditar numa evolução desse tipo é tentar tapar o sol com a peneira. O que virá a seguir é justamente a possibilidade da realização de qualquer coisa: da unificação do biológico com o artificial (ou vice-versa) passando por a exclusiva criação de uma nova raça, de um novo ser, coisa bem louca mesmo, tipo Matrix ou filmes do Steven Spielberg! xD

    ResponderExcluir
  21. Fernando de Borba - SENAC - Rio do sul22 de novembro de 2016 11:28

    A inteligência artificial tem evoluído, e já é uma realidade a nível de software em alguns robôs constituídos de um corpo mecânico, existente em vários países do mundo, mas uma questão mais profunda se esconde atrás dessa dinâmica de pensamento, que seria: a consciência, “penso, logo existo”... O que é a consciência para um ser artificial, como ela irá surgir, ou de onde virá? Será uma cópia do modo humano, como as crianças fazem na primeira infância? Ou será extraída de seres humanos adultos? Se for apenas uma cópia, será nós mesmos, em um corpo mecânico, e não terá autonomia intelectual. Agora se eles copiarem nossa consciência e de alguma forma a melhorarem, de fato teremos uma inteligência consciente autônoma.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Cristiano Martins - SENAC RIO DO SUL23 de novembro de 2016 12:04

      Muito interessante esse ponto de vista referente à ausência de consciência que mencionasse Fernando, não tinha parado pra pensar nisso ainda... Mas será que assim como nós homens criamos essa consciência com o passar do tempo (evoluindo nosso cérebro), as máquinas também não poderão ser capazes de tal feito?

      Excluir
  22. Tamiris Dóris Kiefer - Senac - Rio do Sul22 de novembro de 2016 14:39

    Assim como na física de acordo com a 3ª lei de Newton “toda ação gera uma reação”, fazendo a seguinte análise: A inteligência artificial com certeza seria um grande avanço (que acredito que não esteja tão longe de ocorrer) e que poderia trazer muitos benefícios, porém esse avanço também pode trazer várias consequências, como em uma delas poderíamos perder o controle e passar a sermos controlados, assim também poderiam provocar a extinção de nossa espécie. Então ai surge a questão, essa ação poderia gerar uma reação desse porte?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Este comentário foi removido pelo autor.

      Excluir
    2. Essa foi a primeira hipótese que usei para chegar ao pensamento de como será a existência do ser humano quando o avanço tecnológico chegar a ponto de quase igualar o número de robôs com o de seres humanos. E então retornamos a reflexão sobre consiência.

      Excluir
  23. Silvio Czar Deluca -senac-rio do sul22 de novembro de 2016 23:01

    A questão da consciência realmente gera duvidas sobre o assunto pois para isso um ser artificial teria que ter sentimento . O sentimento acontece no chacra cardíaco que tem absoluta linearidade e,não para nunca de bater.Agora pergunto;Sera possível um ser artificial possuir um coração visto que ,sabemos que o mesmo seria um robô?O sentimento resolve as coisas com racionalidade ,sem perder o humor e a sensibilidade .Como um ser artificial teria humor e sensibilidade?

    ResponderExcluir
  24. Sera que o ser humano não deveria se preocupar mais com tanto avanço de tecnologia e inteligencia artificial? Sera que isso tudo vai poder ser controlado no futuro?

    ResponderExcluir
  25. Fernanda Pinto Caetano - Senac - Rio do Sul23 de novembro de 2016 23:19

    Um ser humano totalmente dominado por outro ser humano em seu modo de agir e de pensar, pode ser considerado um ser artificial?

    ResponderExcluir
  26. Arcangelo Caetano - Senac - Rio do Sul23 de novembro de 2016 23:23

    A evolução artificial esta sendo superado o limite da vida ou criando aliados para o ser humano no futuro?

    ResponderExcluir
  27. Na teoria de Darwin um dos aspectos é o de que “ Indivíduos da mesma espécie, mesmo que parentes próximos, possuem variações entre si, o que é resultado de mutações e/ou reprodução sexuada. Algumas dessas variações são hereditárias, ou seja, podem ser transmitidas para a geração seguinte”. Se esses os robôs forem capazes de se reproduzir, haveria essa variação hereditária? Eles iriam evoluir a cada geração? E ainda, eles seriam capazes de nos superar e nos transformar em seus “robôs”?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Diego Caetano SENAC Rio do Sul - SC24 de novembro de 2016 09:18

      Aproveitando seu sua endagaçao Leticia acredito que sim poderemos se tornar sim robôs!!! Já existem estudos que utilizam implantação no córtex cerebral de nanoboots, que ao mesmo tempo pode nos deixar extremamente mais inteligentes e interligados com o mundo virtual, como existem viros de computador,poderíamos ser infectados e sim controlados artificialmente...

      Diego Caetano SENAC - RIO DO SUL - SC

      Excluir
  28. Marileuza Baldega SENAC- Rio do Sul/SC24 de novembro de 2016 11:18

    Como seres trans-humanista,acredito que nós seremos a revolução robótica,transferindo nossa consciência (nosso cérebro) a um robô,ultrapassando o limite de vida e morte.

    ResponderExcluir
  29. Luciana K. Gonçalves - SENAC - Rio do Sul/SC24 de novembro de 2016 13:50

    O geneticista Craig Venter, criou uma bactéria artificial, abrindo possibilidades fantásticas para a humanidade, mas como riscos que ainda não sabemos avaliar.
    Conforme Venter, suas bactérias artificiais são para projetar energia mais barata. "É a primeira forma de vida na Terra cujo Pai é um computador". A criação de novas formas de vida projetadas por um computador não parece mais questão de ficção científica, e sim de tempo.
    Mas há várias questões que ainda assustam, como por exemplo, e se tudo fugir do controle? Se um organismo sintético escapar de um laboratório e contaminar o meio ambiente ou ameaçar a civilização?
    Isso não será mais somente um filme de ficção!

    ResponderExcluir
  30. Tatiana Cristina Ferreira-SENAC-Rio do Su/SC
    Segundo Dr. Kevin Curran, um dos líderes do Institute of Electronic and Electrical Engineers e cientista da computação da University of Ulster, defende que "a computação em nuvem tem o potencial de transformar a inteligência artificial, para que robôs se tornem mais naturais"
    Assim, os robôs serão vistos como "pessoas" e não apenas como maquinas, com isso,tendo um elo mais forte e quem sabe ate mesmo gerando um sentimento amoroso entre "robô" e ser humano. Com o avanço da neurociência os seres artificiais estão sendo programados como seres artificiais conscientes,ou seja, que emitam todos os sinais recebidos pelo sistema nervoso central humano, isso não é mais apenas um sonho, mais sim um futuro muito próximo.
    Então porque não evoluir a tecnologia em seres artificiais?

    ResponderExcluir
  31. Ânia Uller de Oliveira - Processos Gerenciais - SENAC - Rio do Sul - SC24 de novembro de 2016 23:59

    É possível que um robô pode chegar bem próximo ao ser humano.
    Observo muito investimento nesta área tecnológica principalmente nos países desenvolvidos, os cientistas evoluíram muito e a cada dia nos surpreendem. Acredito que a espécie artificial seria algo energizado. No mundo atual já caminhamos para isso, obtivemos muitas evoluções e já se observa uma grande mudança como por exemplo: Em uma Paraolimpíada onde pessoas que antes estavam impossibilitadas de participar, hoje possuem equipamentos, braços,pernas e sensores com resultados brilhantes nos pódios. Esses humanos de certa forma, já seriam um pouco artificiais.
    Na medicina, outro avanço que nos impressiona, diversos órgãos artificiais, robôs fantásticos fazendo cirurgias delicadas.
    Os filmes de ficção irão se tornar realidade, onde dificilmente conseguiremos identificar o se humano do robô, por fora aparência homem e por dentro máquina.
    É difícil imaginar um robô ter sentimentos e gerar outras vidas, mas indo além da imaginação, acho que é possível.

    ResponderExcluir
  32. Luciana K. Gonçalves - SENAC - Rio do Sul/SC25 de novembro de 2016 10:36

    Será cada vez mais normal ver os robôs participando de cirurgias, já podemos vê-los realizando cirurgias cardíacas, como troca de válvulas, claro que ainda há o controle do Ser Humano, não muito distante não será mais preciso.
    Outro fato que antes parecia impossível, mas já está sendo testado é o automóvel sem nenhum motorista, viaja sozinho, estaciona sozinho, portanto podemos compreender que em um futuro próximo o motorista será dispensável.
    O Ser Humano está sendo substituído pela tecnologia.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Tamiris Dóris Kiefer - SENAC - Rio do Sul25 de novembro de 2016 11:44

      "O Ser Humano está sendo substituído pela tecnologia." Então até qual ponto será que o ser humano vai ser substituído pela tecnologia? Será que existe um limite para isso?

      Excluir
    2. Luciana K. Gonçalves - SENAC - Rio do Sul/SC25 de novembro de 2016 12:05

      É esta questão que preocupa. Quando falamos ou pensamos parece um filme de ficção, mas tudo pode ser programado tanto para o bem como para o mal.
      Existe controle?

      Excluir
  33. "i)Será possível que seres artificiais evoluam?"

    Sendo a inteligência artificial uma invenção do homem, seria correto afirmar que quem evolui é o homem e sua capacidade de inovar? Quero dizer, poderíamos afirmar então que os seres artificiais seriam apenas mais uma tecnologia criada por nós, e não seres evolutivos (pois para que se desenvolvam, é necessária a intervenção tecnológica humana)?

    ResponderExcluir
  34. Fábio Tiago Bagio - SENAC Rsl25 de novembro de 2016 20:26

    O assunto de fato é muito interessante e alguns comentários deixaram tudo um pouco mais dúvidoso e atrativo. Dentre elas, até que ponto a tecnologia pode ser benéfica ao ser humano? Tais seres seriam criados para nos auxiliar, certo? E se perdermos total controle da situação por um leve descuido? Acho muito provável também que algumas questões humanas e psicológicas serão reavaliadas pela humanidade através dos anos, pois algumas hipóteses a longo prazo são catastróficas!
    A 3a Guerra Mundial tem tudo pra ter muito a ver com essas tais evoluções artificiais e tecnologia, seja por questões de poder, religião e etc. Skinner sugere em sua obra denomimada Ciência e Comportamento Humano (pag. 4) que apesar de termos cada vez mais a tecnologia, poder e condições para tornarmos o mundo mais alegre, sadio e produtivo, todavia, o pior talvez esteja a acontecer através da mesma. Creio que diante dos fatos, evoluir a nossa compreensão sobre tais assuntos seria algo muito importante para a humanidade.

    ResponderExcluir
  35. A ideia de dependência climática e planetária dos seres é bem provável, pois matéria é gerada por matéria (até onde se sabe). Contudo, a catástrofe de veras acontecerá. Penso que há um ciclo de auto destruição. Essa geração criará uma tecnologia que sobressairá suas próprias perspectivas. Logo, a inteligência artificial criará outra tecnologia que poderá sobressair suas prospecções de mundo. Aparenta-se uma ideia distante... Devido ao fato de sermos limitados... Porém, nada impossível... como uma onda de altos e baixos. A questões, como a consciência... Como mencionei antes... Se for determinado que só aprendemos quando entendemos um processo, digo que o robô poderia amar, chorar e até mesmo se arrepender... Tendo assim, consciência.
    A ideia de um robô ter coração é viável também, pois podemos considerar o motor de um carro, seu coração. Aliás, há corações artificiais... E se for levantada a questão sentimental, por aprender o processo de amar... Ele teria coração também.
    Como os insetos... A transformação de um ser humano, poderia ser considerada uma mutação? Ou apenas é gerada de seu próprio corpo, sem dependência de outro material?

    ResponderExcluir
  36. Acredito que não a limites para a tecnologia.Segundo (SKINNER pg 50)
    "Homem maquina",as maquinas tornaram se cada vez mais parecidas com criaturas vivas e os organismos vivos tem sido encarados cada vez mais como maquinas.
    Se analisarmos algumas maquinas percebemos que elas operam de modo muito semelhante ao comportamento humano.
    Temos tecnologia nos dias atuais que impressionam pela sua funcionalidade que parece ser pensante a ponto de questionarmos sobre o seu funcionamento artificial mas funcional ,como uma porta automática por exemplo que abre e fecha conforme o ser humano se aproxima .Mostrando assim segundo (SKINNER)que o homem criou a maquina a sua própria imagem .
    Então podemos crer que no futuro o homem possa criar um ser semelhante com características funcionais muito parecidas ou iguais porem artificiais.

    ResponderExcluir
  37. Silvio Cezar Deluca-Senac de Rio do Sul27 de novembro de 2016 23:14

    Sabemos que as maquinas eletrônicas estão cada dia mais presente no mundo e as mesmas são artificiais pois muitas tomam lugares de humanos .Ate que ponto isso pode ser mantido no controle do ser humano,diante de tanta evolução em poucos seculos que se passaram?

    ResponderExcluir
  38. com a evolução constante dos aparelho de celular entre outros meios de comunicação, vai se perder o diálogo real entre as pessoas? elas vão se comunicar somente nas novas tecnologias, isso será bom ou ruim para a humanidade? rodrigo fernandes senc

    ResponderExcluir
  39. Ao longo dos anos a evolução eletrônica vem tomando espaço em nosso meio de vida pois percebe-se que as pessoas estão muito próximas, mas ao mesmo tempo mais distantes do que nunca .
    Este aparelho chamado celular realmente esta tirando o espaço do dialogo entre famílias e sociedade ,deixando assim uma lacuna no que se refere a calor humano.
    Admito que a tecnologia foi um grande passo que veio a contribuir para a humanidade em vários sentidos, o problema e que as pessoas estão trocando o afeto, o carinho e o dialogo por um aparelho que distancia as pessoas por comodismo,e as mesmas acabam convencendo-se de que isso ,e realmente normal .
    Pergunto:essa tecnologia chamada celular,estaria diminuindo a capacidade da mente humana quando se trata da evolução de nossas crianças e jovens?
    Por acaso seria esse o ser artificial que tomaria o nosso lugar ?O celular?

    ResponderExcluir
  40. Leiga no assunto, entendo que os robôs são máquinas programadas pelo homem, então mesmo com a evolução da espécie, sempre dependeram do ser humano para que ás (mudanças) á evolução aconteça? A espécie, teria inteligencia para conseguirem se auto desenvolver sem a intervenção do homem?

    ResponderExcluir
  41. Andreia Vignola Berndt - Senac Rio do Sul2 de dezembro de 2016 15:47

    Boa Tarde,
    Acredito que cada vez estamos chegando, mais perto de uma geração de seres artificiais, pois, o que ainda nos diferencia que é uma questão forte na minha concepção é a questão do DNA, que eles são criados por uma sequência de códigos lógica de uma máquina, e nos através do DNA.
    Creio que os seres artificiais podem ter uma curta geração, desenvolver características que possam se destacar entre os outros e também para o meio da competitividade com seus rivais, se multiplicar. Mas será que nos seres humanos estamos preparados para essa nova geração de seres artificiais? E outra pergunta: será que o meio ambiente vai sofrer mais com essa geração de seres artificiais, que não depende das mesmas condições que nos seres humanos? Como minha colega ressaltou essa mesma pergunta, mas acima.

    ResponderExcluir
  42. Não tenho nenhuma formação e até mesmo pouco conhecimento na área específica na qual essas questões foram propostas, mas busquei alguma resposta a uma ou duas delas do ponto de vista das áreas nas quais tenho algum conhecimento. Todavia, é possível que alguém veja algum sentido ou concorde com alguma fração do raciocínio que desenvolvi refletindo acerca do tema. Ficaria feliz em receber algum comentário para que possa dar prosseguimento à reflexão.

    Em busca de alguma resposta para a questão - que vejo como a primeira aqui - do limite que define um ser como natural ou artificial (ii), parece-me que antes de entrarmos na discussão da evolução de seres artificiais - se existe algum processo que possa ser descrito como evolutivo (ou se caberia melhor outro termo), como esse processo se daria e que semelhanças guardaria com o processo evolutivo natural, precisamos recorrer a uma definição mais simples e básica que "a presença de uma entidade dotada de sistema cognitivo suficiente para a elaboração de um ente artificial". -- Ou seja, há de se recorrer a uma definição biológica: seres naturais existem e evoluem a partir de mudanças que se propagam na forma de DNA - uma molécula composta de blocos (nucleotídeos) que compõem uma linguagem com instruções sobre como um ser natural deve se desenvolver e funcionar. Moléculas, compostas de átomos, átomos compostos de partículas subatômicas... que são (sem entrar na questão de serem quarks realmente elementares ou da possível extensão da divisibilidade da matéria ad infinitum) em suma, matéria.

    Seres artificiais podem possuir instruções análogas na forma de linguagem de máquina (um programa que foi escrito em linguagem humana e compilado em código binário inteligível a uma máquina...) É possível fazer uma analogia entre código binário e código genético, mas esses códigos não se relacionam de forma direta, justamente porque os elementos básicos do código genético são materiais: moléculas (só impalpáveis por serem demasiado pequenas, mas ainda assim observáveis e manipuláveis) enquanto os elementos básicos do código binário, dois estados, "0" ou "1" são virtuais. Eles podem ser traduzidos em elementos do mundo material: impulsos elétricos, ondas sonoras e eletromagnéticas, que nos permitem interagir não com essa linguagem, mas com outros estímulos perceptíveis a nossos órgãos sensoriais (sendo a linguagem de máquina apenas um código intermediário) mas não existem como objetos reais, não são matéria. Um computador pode usar linguagem binária para fazer cálculos de abstrações humanas sobre o funcionamento da natureza, para mostrar sons e imagens capturados por humanos ou gerados virtualmente segundo algum comando humano, pode até mesmo aprender a pensar por si mesmo, mas terá primeiro que aprender a pensar com os humanos. Nesse sentido vejo a linguagem de máquina como intermediária, num nível muito mais alto que a linguagem básica do código genético.

    Sabemos que hoje as máquinas podem pensar, mas poderia seu código evoluir por si só, sem a interferência consciente destas máquinas ou das "entidades dotadas de sistema cognitivo suficiente para sua elaboração"? A natureza imaterial do seu código parece indicar que não. A evolução dos seres naturais é um processo que acontece per se, sem a interferência dos seres que evoluem (ainda que tenhamos aprendido a manipular nosso código) justamente pela possibilidade de moléculas poderem se combinar e recombinar ao acaso ou segundo mecanismos de seleção natural/artificial (com o termo artificial aqui, refiro-me àquela imposta pelos humanos a outros seres vivos). E isso é algo que certamente não acontece espontaneamente com código binário.


    Para reflexão: alguém já viu...

    i) código de máquina sofrer mutações espontâneas e sofrer alterações sem e influência consciente de humanos ou máquinas?

    ii) um bit ou um dos estados possíveis a ele (em sua essência, excetuando as manifestações desses estados por sistemas físicos)?


    ResponderExcluir

Bem-vindo à discussão!