20 de agosto de 2014

Grupo de pesquisa vai realizar mesa redonda sobre ‘O Cérebro e a Filosofia’

Entre os dias 27 e 29 de agosto, a Unidavi, de Rio do sul (SC), realizará o IV Congresso Integrado de Ensino, Pesquisa e Extensão (Ciepe). Como parte da programação do evento, o Grupo de Pesquisa em Filosofia da Mente e Ciências Cognitivas vai promover no dia 28, a partir das 19h, a mesa redonda ‘O cérebro e a filosofia’. Vão compor a mesa, como debatedores, os professores Gabriel Mograbi (UFMT), Jean Segata (UFRN) e Daniel Gontijo (UFMG), e como mediadores, os professores Nivaldo Machado (Unidavi) e Mickhael Bachmann (UFSC).

De acordo com o coordenador do grupo de pesquisa e organizador da mesa redonda, professor Nivaldo Machado, a proposta da atividade é aproximar ciência e filosofia. “Nos dias atuais, temos filósofos que entendem que seu trabalho deveria ficar restrito unicamente ao campo metafísico e lógico. Não que isso seja de todo mal. Todavia, por mais que essa intenção evite a superficialização do fazer filosófico ou seu desvirtuar, essa atitude também pode acabar deixando de lado problemas que o fazer científico pode fazer nascer e que o aparato intelectual do filósofo pode muito contribuir. Neste caminho, nos últimos anos, venho advogando em favor de um aproximar entre o fazer filosófico e o científico”, explica Machado.

Sendo assim, segundo ele, a mesa redonda terá “neurocientistas, filósofos, psicólogos evolucionários, antropólogos, cada um com suas especificidades de formação, discutindo as interfaces entre as relações mente-cérebro em suas implicações com as inovações advindas das neurociências e da Inteligência Artificial”.

Para o psicólogo Daniel Gontijo, a expectativa é que haja uma discussão atípica, excitante e imprevisível. “Tendemos a pensar que o cérebro é o mesmo diante dos olhos de todos, mas deixemos que um antropólogo, um psicólogo e um filósofo abram a boca, e então veremos que há pelo menos três boas maneiras de concebê-lo”, complementa Gontijo.

A entrada para a mesa redonda é gratuita e não é necessário inscrição prévia.

Sobre os participantes:

Nivaldo Machado - Doutor em Filosofia da Mente e Epistemologia pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) com a tese embasada na obra de Daniel C. Dennett: Filosofia da Mente: os algoritmos de compressão como critérios de demarcação de âmbito do mental. Mestre em Cultura e Educação com estudos sobre O Mistério da Consciência (uma análise do pluralismo epistemológico de John Searle sobre a (im)possibilidade da redução dos estados e eventos mentais a coisas. Especialista em Filosofia da Ciência/Teoria do Conhecimento. Especialista em Psicopedagogia. Graduado em Filosofia.

Gabriel Mograbi - Graduado, Mestre e Doutor em Filosofia pela UFRJ. Durante seu estágio doutoral no exterior (como parte do Doutorado Sanduíche) foi Visiting Scholar na University of California, Berkeley, sob orientação do Slusser Professor of Mind and Language, John R. Searle, com Bolsa PDEE-CAPES. Dentre as questões da Epistemologia das Neurociências e Neuroética que pautam sua pesquisa, dedica-se especialmente aos seguintes temas: processos de decisão, a relação entre diferentes níveis de processamento de informação, níveis de consciência e mind-reading.

Jean Segata - Professor do Departamento de Antropologia e do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da UFRN. Possui mestrado e doutorado em Antropologia Social pela UFSC onde também realizou pós-doutorado. Atualmente é pesquisador da Équipe de Recherche Hommes/Animaux: questions contemporaines; do LAS/EHESS, do Grupo de Pesquisas Espelho Animal: antropologia das relações entre humanos e animais; do PPGAS/UFRGS e do Grupo de Pesquisas em Ciberantropologia; - GrupCiber do PPGAS/UFSC.

Daniel Gontijo - Possui graduação em Psicologia pela Universidade FUMEC (2009) e especialização (2011) e mestrado (2013) em Neurociências pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). É membro pesquisador do grupo Filosofia da Mente e Ciências Cognitivas (CNPq) da Unidavi. Atua como professor da disciplina Relações Humanas no IFMG, como psicólogo voluntário (realizando avaliação comportamental) no Ambulatório do Déficit de Atenção do Hospital das Clínicas da UFMG e como analista do comportamento na Unimed-BH.



Mickhael Bachmann - Mestrando do programa de pós-graduação em Filosofia da Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC, licenciado em História (2007), bacharel em Direito (2008), especialista lato sensu em História: Cultura e Patrimônio (2011). Pesquisador do Grupo de Pesquisa em Filosofia da Mente e Ciências Cognitivas, certificado pelo CNPQ. Áreas do conhecimento de maior interesse: Epistemologia, Filosofia da Mente e Filosofia da História.

5 comentários:

  1. Natalia Zimmermann20 de agosto de 2014 13:35

    Mal posso esperar! Vai ser um verdadeiro "estouro"! (:

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  2. Tô afim de ir, só para ouvir os outros, é claro.

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  3. Eu também entendo que o aparato intelectual do filósofo pode muito contribuir, aliás; prefiro que um aproximar entre o fazer filosófico e o científico torne-se urgentemente necessário. Pois: Qual é a área de atuação, que muito mais busca resgatar, remoer e transmitir, os períodos das sucessivas transformações, marcadas, registradas e ditadas pelo pensamento humano?
    A carga adquirida por estes grandes nomes da filosofia tem respaldo de substancias, para entrelaçar novas pesquisas, amparadas, nos mais diversos modos de desenvolvimento, descritos ao longo dos séculos, que nos seguiram. Hoje, pois vimos que o Acadêmico ou professor que está abastecido destas “cargas” anteriores, desfruta e permeia das ideias e descobertas constantes que beneficiem o mundo do saber.
    Por isso, a ideia deste advogar em favor de um aproximar entre o fazer filosófico e científico, é de uma necessidade urgente. Eu aplaudo, esta iniciativa, visto que a união, entre os dois “fezeres”, é de uma dificuldade inimaginável, para muitos.
    Um Grande Abraço a todos do Grupo

    Edson Stofela

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