20 de junho de 2013

MENTE, CORPO E MUNDO: AS PERSPECTIVAS DE HILARY PUTNAM PARA UM REPENSAR FILOSÓFICO

A tarefa de tocar neste terreno filosófico é uma atividade árdua, pois requer de nós analisar, problematizar, questionar, a fim de assegurar um âmbito suficientemente válido e criterioso para o campo do saber analisado, que já há algum tempo vem sendo alvo de críticas e dúvidas.  Questões como a problemática mente-corpo perduram até hoje, cogitações ao seu respeito nasceram com a própria filosofia e ainda assombram diversos pesquisadores na incansável tentativa de elaborarem novas teorias.

Dadas as ponderações iniciais, seja para corroborar ou divergir, Hilary Putnam traz uma linguagem a um só tempo clara e profunda, no intuito de esclarecer questões ditas por ele mesmo como incompletas. Ao elencarmos este filósofo, podemos destacar logo de início as suas mudanças filosóficas, ou melhor, as mudanças de atitudes filosóficas. Diante disso, o que se pode dizer é que Putnam não tem medo quando o assunto é mudar de ideia, o que leva alguns a acharem ser uma indicação de fraqueza. Putnam acaba deixando seus seguidores confusos diante de tais atitudes, já que por vezes ele formula uma tese e logo depois se torna um dos principais críticos da mesma.

Mas o fato de Putnam ser alguém que não se coíbe de mudar de posição faz com que ele se sujeite às tendências da "moda"?  Há aqueles que preferem dizer que essas mudanças sempre surgem a partir de uma profunda crítica de suas próprias concepções anteriores, cuja crítica tornou-se hoje dominante. Tem-se dito que tais críticas são extremamente necessárias para combater questões como o ceticismo ou outras questões exacerbadas.

Sobre a questão mente-corpo-mundo, os desavisados já devem ter consultado diferentes "fontes" que correlacionam e/ou individualizam este problema. Hilary Putnam por sua vez, através de suas concepções atuais (depois de uma reflexão crítica sobre os problemas de suas visões antecedentes), mais associadas ao pragmatismo, defende uma posição em que a mente não pode ser considerada meramente uma coisa, mas ao invés disso, quando falamos de nossa mente, estamos falando de capacidades inerente a nós. Em face disso, Putnam pergunta-nos : Se há de fato para a concepção de mente uma independência do mundo? E se não há uma "correlação" psicofísica há o que?

A partir dessas considerações, podemos começar a analisar sob diferentes perspectivas esta problemática mente-corpo-mundo. Tendo com intuito um repensar filosófico, utilizaremos as de Hilary Putnam, refletindo através do pressuposto implícito do seu funcionalismo, internalismo e externalismo, mesmo que ele tenha deixado-os de lado.

Certamente não podemos descartar completamente a existência de novas mudanças de posições a serem formuladas a partir das anteriores.  Portanto, não é possível prever as futuras atitudes filosóficas de Putnam. Contudo não podemos deixar de mencionar que o próprio Hilary Putnam nos inspira e motiva com suas palavras: “O esclarecimento das confusões filosóficas não é só um benefício para a nossa vida moral e política, mas também para a ciência neurológica, a linguística e outras denominadas ciências cognitivas. Mas é valiosa, sobretudo, em si mesma, como devem saber todos aqueles que pensaram profundamente sobre qualquer problema filosófico” (2008, p. 219). Para concluir, ouvimos por aí que "a corda tripla não se rompe facilmente". 

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

PUTNAM, Hilary. Corda Tripla - Mente, Corpo e Mundo. Tradução de Adail Sobral. Aparecida: Idéias e Letras, 2008.


Texto de Julia Gabriela Warmling Pereira

69 comentários:

  1. Tinha vontade de discutir as ideias de Putnam, mas este texto está por demais obscuro para permitir tal coisa. Vou tentar explicar o porquê:

    1) o modo como as frases são construídas dá a impressão de que se está apenas querendo colocar reboco em ideias vazias. Mas como o autor tem várias ideias interessantes, não custava jogar fora o reboco e deixar apenas as ideias, não é? ficaria melhor para quem está querendo discuti-las.

    2) a primeira frase começa falando de algo que já está pressuposto, mas que nunca foi referido antes no texto. O leitor sente-se totalmente perdido e pensa que é um erro seu, quando na verdade é falha do texto, que precisa informar o leitor do que afinal se está falando.

    3) "o que se pode dizer é que Putnam não tem medo quando o assunto é mudar de ideia" - e daí? o que os estados psicológicos do autor tem a ver com as ideias que defende? e se tivesse medo de mudar as ideias, que diferença faria se estivesse a defender as mesmíssimas ideias? deixeimos para os psicólogos este prato porque do ponto de vista filosófico isso é irrelevante.

    4) "Putnam acaba deixando seus seguidores confusos diante de tais atitudes" - seguidores? que diabos se pensa que é um autor? um pastor? o que deveria interessar para quem está buscando a verdade não são os autores nem os seus livros de capas bonitas mas sim as ideias que os autores defendem e as proposições que as frases de seus livros expressam. Fora isso, os autores em si são irrelevantes do ponto de vista filosófico. São interessantes apenas para quem tem um interesse primariamente histórico, sociológico ou psicológico nos autores, ao invés de um interesse genuinamente filosófico.

    5) "Mas o fato de Putnam ser alguém que não se coíbe de mudar de posição faz com que ele se sujeite às tendências da "moda"?" - pergunta retórica. O que se queria com tal pergunta? em que ela nos ajuda a compreender as ideias do filósofo (que afinal de contas até esta altura não foram apresentadas)? Respondo: em nada. Poderia-se passar bem sem ela. Fora que se está fazendo uma confusão entre palavras e coisas ao colocar a palavra "moda" entre aspas. Isso porque ao fazê-lo passasse a falar da palavra e não da coisa. Obviamente o autor não pode se sujeitar às tendências da palavra "moda", mas somente à própria moda. Para saber mais sobre isso, ver Uso/Menção em qualquer manual de lógica.

    6) Primeira alusão a um ideia do autor: "a mente não pode ser considerada meramente uma coisa, mas ao invés disso, quando falamos de nossa mente, estamos falando de capacidades inerente a nós" - ora, para quem nunca se deparou com tal ideia, isso é bastante estranho e difícil de entender. Qual o objetivo do texto senão o de esclarecer isso para este leitor? O texto no entanto falha em fazer isso. Valeria a pena esclarecer isso melhor para que pudesse haver discussão, e não apenas mera contemplação das ideias que mal compreendemos.

    7) "A partir dessas considerações, podemos começar a analisar sob diferentes perspectivas esta problemática mente-corpo-mundo. Tendo com intuito um repensar filosófico, utilizaremos as de Hilary Putnam, refletindo através do pressuposto implícito do seu funcionalismo, internalismo e externalismo, mesmo que ele tenha deixado-os de lado." - este parágrafo inteiro está MUITO obscuro. O que de Putnam serão utilizadas? e onde? não se vê no texto qualquer reflexo disso. Funcionalismo, externalismo, internalismo, o que são estas coisas? o autor tem uma concepção padrão destas coisas, defende um, rejeita outro, aceita todos ao mesmo tempo (é isso possível)?

    8) há uma citação do autor, "(2008, p. 219)." mas não há a referência bibliográfica. Como o leitor poderá conferir a obra? isso precisa estar explícito.

    9) espero que as considerações acima ajudem a autora a melhorar seu texto e espero uma nova versão para que possamos de fato discutir as ideias do autor, que é sem dúvida a melhor homenagem que podemos lhe prestar.

    um abraço
    João

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  2. João,

    Suas ponderações são bastante boas acerca do texto. Como não sou um leitor deste autor, talvez você pudesse auxiliar conduzindo a reflexão deste post!
    Eu adoraria que você apresentasse de modo claro o entendimento de Corda Tripla do Putnam que confesso não conhecer bem...

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  3. Caro Nivaldo,
    quando vi a chamada do texto fiquei feliz porque também queria conhecer melhor as ideias do autor. Confesso que não tenho a capacidade de apresentá-las com o rigor necessário que este blog exige, e por isso as minhas ponderações anteriores. Espero que a autora nos ajude a compreendê-las melhor.

    João

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  4. Pois é João, vc veio me dar uma moral a respeito de ler "revistas acadêmicas da área", e nem conhece um dos principais autor da filosofia da mente do século XX. Eu o li, além de muito outros autores importantes, e eles continuo defendendo a posição que coloquei no post anterior.

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  5. Caro João;

    Também considero suas ponderações iniciais ótimas! Críticas são sempre bem vindas, principalmente quando se referem a discussões filosóficas. Desculpe-me, mas você TINHA ou TEM interesse de discutir as ideias do autor? Caso ainda tenha, o intuito do post principal (ou como você se refere a este "texto obscuro") não é esclarecer já de antemão as posições do autor, caso contrário, não seria necessário estarmos discutindo-as agora. Contudo confesso que também fiquei surpresa ao afirmar que não tens "a capacidade de apresentá-las com o rigor ", afinal, como o Claudio mencionou, Putnam foi um dos principais autores da filosofia da mente no século XX, assim como a sua carreira foi marcada com contribuições para a filosofia da ciência, filosofia da linguagem, além de ser mencionado por grandes filósofos no atual período.

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  6. João,

    sinceramente... nem a filosofia...e nem as pessoas em geral (que para as quais este blog é direcionado) necessitam perder seu tempo lendo comentários indelicados e muito longe de serem inteligentes como os seus!
    Vá discutir com o próprio Putnam... refute Dennett... reescreva a metafísica de Aristóteles...

    MAS CAIA FORA!!! Pessoas como você nunca são necessárias (se é que você entende de lógica deôntica.... creio que deves ser uma sumidade nisso também!).

    Eu conheço pessoalmente a Julia que é um acadêmica ainda... e não tem praticamente nenhuma formação específica em Filosofia. Todavia, estou te convidando para uma apresentação e discussão sobre a obra do Putnam... Você o GRANDE GÊNIO versus a simples e esforçada menina de nem 20 anos completos!!!

    Só uma dica... é bom estudar um pouco.... pois pode ser que o Golias reviva seu momento ante Davi!

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  7. João, depois deste último comentário, caso ainda queiras apresentar e discutir sobre a obra de Hilary Putnam (conforme convite já feito) estou aguardando sua resposta OK? ;)

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  8. Pessoal,

    não entendi porque vocês estão agindo assim para com o cara da postagem. Ele não apresentou nenhum ataque pessoal no comentário. Eu inclusive concordo, assim como o Nivaldo e a Júlia parecem concordar com alguns dos pontos que ele colocou. (principalmente a parte da referência bibliográfica que é imprescindível..) Serei eu também convidado a me retirar?

    o que vocês estão fazendo é terrorismo intelectual. O cara não tem que saber tudo, e como vocês sabem que ele não é também um estudante como qualquer outro? ele ainda assim pode discordar das ideias ou do modo como foram apresentadas.
    Eu mesmo já recebi várias críticas nos textos que já apresentei neste blog e não vejo mal algum nisso, é uma coisa natural de um debate de ideias. Não se ataca a pessoa e sim as ideias. Não podemos excluir alguém do debate só porque está criticando o que está escrito no blog.

    quem discorda dele que mostre onde ele está errado, é muito melhor...

    bem, esta é minha opinião. Fui obrigado a comentar isso porque acredito que toda essa manifestação no Brasil não terá valido de nada se não conseguirmos nem mesmo conviver com quem tem opiniões diferentes das nossas. um abraço a todos!

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  9. Eduardo, gostei de vê-lo comentando, expondo sua opinião, nada mais justo/correto, assim como eu também expus a minha. Ao meu ver não há problema nenhum conviver com distintas opiniões, pelo contrário, estou disposta à discuti-las, afinal este é o objetivo do blog, apresentar opiniões e questioná las/problematizá-las, assim como se tem feito em outras postagens.

    Sobre as ponderações,já mencionei em outro comentário, são muito boas e de suma importância, principalmente quando sabemos fazê-las, creio que não faz mal a ninguém ser um pouco educado ao proferi-las, podemos utilizar dos bons modos..

    Já no que diz respeito às referências bibliográficas, concordo com você e com João, me equivoquei ao deixar de mencionar a obra do autor, como frisasse isso é imprescindível! Claro que a minha intenção jamais será coibir as referências das obras que cito. Foi um esquecimento, a obra já será inserida! Abraços

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  10. Putnam teorizou sobre o papel da referência em uma teoria da mente. No experimento teórico dos "cérebros em uma cuba", mostra que a referência aos objetos no mundo não é uma propriedade meramente funcional dos processos de pensamento. Seja qualquer classificação, (ou reclassificação) que possamos vir a estabelecer dos modelos e esquemas mentais que utilizamos pra pensar sobre a realidade, ela pressuporá a existência de uma realidade exterior que como condição da possibilidade desta classificação. Seu ataque aos modelos computacionais vem dessa conclusão, já que um algoritmo não contém o "meta-algoritmo" que definiria aquilo no mundo a que ele se refere.

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  11. Eduardo,

    Desta vez discordo em praticamente tudo o que disseste.
    Se fores olhar postagens anteriores... verás que existe uma GRANDE diferença entre apresentar críticas e discussões divergentes do desejo de apenas tumultuar. Sou um a pessoa que já participou de diversos movimentos estudantis... assentamentos sem terrá... discussões e passeatas por vezes perigosas de movimentos de esquerda. Já estive dentro de ônibus apedrejado... já morei em comunidades alternativas.... já defendi ideais liberais.... já me arrependi de muita coisa...e fiz minha história assim.
    Mas uma coisa hoje tem a VIVÊNCIA para dizer: TUMULTUAR NÃO LEVA A LUGAR NENHUM!
    Em outras postagens a mesma pessoa que, provavelmente se esconde atrás de algum pseudônimo, vem sempre com o intuito do tumulto. Se verificares....e como também já me conheces... sabes que eu adoro um bom embate...todavia, o que deve prevalecer é a busca pelo conhecimento o mais qualificado possível (que é um dos principais ideias da filosofia...você tb sabe disso), entretanto, sempre com respeito!!
    Bate boca... meras provocações... são elementos que desde o início deste blog (e do projeto para sua feitura) foram SEMPRE REPUDIADOS!
    Isso não é mesmo terrorismo intelectual! Se fosse, neste sentido que evidenciais, os culpados pelos transtornos durante as recentes manifestações em nosso país são CULPA EXCLUSIVA DOS POLICIAIS QUE SÃO TODOS UNS VÂNDALOS.... Sinceramente, isso é uma completa bobagem, pois todas sabemos que primeiro não é ali o local do problema e nunca todos os policiais poderão ser taxados de culpados dos confrontos!
    Conviver com opiniões diversas é algo extraordinário... mas ser covarde e apenas sempre aceitar todo o tipo de provocação infundada é o que, a meu ver, um dos grandes males de nossa nação!

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  12. Nivaldo e demais participantes da conversa,

    sei que este não é nem o momento e nem o lugar certo para esta discussão, que é paralela ao tópico da postagem, que não pretendo atrapalhar, mas tenho que desabafar mais uma coisa. Não é porque alguém faz duras críticas de maneira rude a um trabalho que o está menosprezando. Um grande entrave ao aprendizado é que as pessoas se ofendem demais com as críticas feitas aos seus trabalhos. Isso é incompatível com o aprendizado e é também incompatível com o perfil acadêmico do pesquisador.
    É incompatível com o aprendizado porque quem não reconhece e aceita os seus erros nunca poderá evitá-los e avançar no aprendizado. Uma das trivialidades sobre as pessoas é que elas erram, são falíveis. Erram muito mais quando estão começando. E uma parte imprescindível do processo de aprendizagem é reconhecer os seus erros e corrigí-los. Como quem está começando não sabe ao certo onde errou e porque, é preciso que dar nosso trabalho para outras pessoas lerem e ajudarem a encontrar os erros, as passagens obscuras para que sejam melhoradas, etc. Mas se quem dá o trabalho para os outros lerem está encarando o seu trabalho como algo que precisa ser melhorado e refinado, não verá qualquer mau em receber duras críticas, pois este é o melhor jeito de melhorar o trabalho. Por isso, quem se ofende com as críticas ao seu trabalho em nada está contribuindo para seu próprio aprendizado.
    É também incompatível com o perfil acadêmico do pesquisador pois quem tem este perfil é justamente aquele que reconhece e aceita sua falibilidade e trabalha duro para cada vez mais evitar os erros e aperfeiçoar seu trabalho em um nível cada vez mais detalhado e sofisticado. Ainda assim, um pesquisador sério recebe muitas vezes duras críticas ao seu trabalho, feito com tanta dedicação e suor. Isto porque ao trabalhar com coisas cada vez mais sofisticadas, é normal que estejamos mais suscetíveis ao erro e a confusão. Muitas vezes, é só quando alguém nos chama atenção que percebe-se os desvios e os erros. A atitude correta aqui não é ficar chateado porque quem fez as críticas não está nem aí para nossos sentimentos e apresentou severas críticas ao nosso trabalho de maneira rude. Isso pode até acontecer, mas não pode nos impedir de fazer o que seria de esperar de um bom pesquisador, que é rever seu trabalho e corrigir os erros. Por outro lado, é claro que a pessoa que criticou pode estar enganada. Neste caso, o que se faz é esclarecer o porquê de estar errada, e usar isso a seu próprio favor em seu trabalho. Quando alguém faz uma objeção que não funciona, pode-se antecipá-la no seu trabalho e respondê-la antecipadamente, pois pode ser que muitas outras pessoas venham a pensar nela também ao lerem seu trabalho. Se você já respondeu, está um passo à frente.
    Resumindo, é inútil e incompatível com o perfil do pesquisador acadêmico alimentar sentimentos de mágoa para com aqueles que duramente criticam seu trabalho de maneira rude e estúpida. (Assim como é também nos negócios pelo que me parece).
    Não é novidade que muitas pessoas são estúpidas e só querem desmerecer o trabalho de quem se esforça para mudar o estado atual das coisas. Mas são justamente estas pessoas que se esforçam que não podem deixar-se abalar com ataques injustificados ao seu trabalho. Só que há uma grande diferença em fazer um ataque injustificado de maneira rude e grossa e fazer um ataque justificado de maneira rude e grossa. Só temos bons motivos para ignorar os do primeiro tipo. Ignorar os do segundo tipo é que é incompatível com o perfil do pesquisador.

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  13. CONTINUAÇÃO:

    Uma das maiores dores de cabeça que um professor tem é falar para o aluno que seu trabalho está um lixo. Isso tem sempre de ser disfarçado com um eufemismo qualquer que impeça o aluno de correr à secretaria reclamar do professor e pedir que seja demitido. Precisa-se dizer que o trabalho "poderia ser melhorado aqui e ali", "está muito bem escrito, mas poderia melhorar x, y", etc, quando na verdade não é nada disso, e depois fazer uma volta enorme para motivar o aluno a escrever algo realmente melhor e decente, para que não pare de estudar e largue a faculdade, etc. O problema é que muitos professores nem tentam fazer a segunda parte e param já na parte do eufemismo. O aluno se sente feliz e o professor não tem o trabalho de ajudá-lo a realmente avançar no aprendizado. Mas isto está errado. Não é isso que queremos para a nossa educação. O bom aluno percebe já que há algo errado com isso e busca logo opiniões mais sinceras sobre seu trabalho. Quer realmente melhorá-lo e percebe que não tem ainda capacidade para decidir por si onde errou e o que precisa mudar. Ora, este aluno não deveria ficar chateado porque alguém está sendo sincero sobre o seu trabalho, ainda que esta pessoa esteja sendo rude. Infelizmente, o mundo não é sempre um mar de rosas. Cabe a nós mudar este estado atual de coisas.

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  14. Eduardo,
    Creio que a discussão esteja sim pendendo para outro lado, pois o intuito desde o início é discutir o pensamento de Putnam, sendo este o foco principal da postagem. Todavia tenho que novamente concordar com o Nivaldo. Notemos que há diferenças entre tumultuar e criticar, o que temos visto nas últimas postagens não são críticas naturais de debates, muito longe disso, notemos comentários constantes de alguém que deseja tumultuar, e tumultuar não é algo que auxilie no aprendizado ou no aperfeiçoamento dos trabalhos, sem falar que não é algo típico da pesquisa... Já as críticas, são extremamente úteis.
    Tendo em vista o que já foi discutido, disponibilizo o meu e-mail (juliagabriela_14@hotmail.com ) para ideias de melhoramento/aperfeiçoamento para aqueles que buscam conhecimento e o aprendizado de forma qualificada, diferentemente dos que buscam tumultuar.. Sugestões são bem vindas! Não vejo maiores preocupações em ficar chateado ou magoado, é algo inútil para este tipo de discussão.. Ao meu ver, estes sentimentos não vem ao caso, são meramente irrelevantes!

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  15. Julia creio que as ponderações do comentário do João deixariam mais facil a discussão sobre o Putnam. Concordo também inteiramente com o Eduardo, e outra o fato dele não saber ou ter a capacidade necessária de escrever rigosamente sobre determinado autor, não implica que ele não possa discuti-las ou mesmo apontar dicas para um texto mais claro.

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  16. Este comentário foi removido pelo autor.

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  17. Anônimo,

    Sobre o que disseste, não tenho dúvidas! ;)

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  18. Vitor,

    Este é o caminho. Quando mencionamos o experimento "cérebro numa cuba" (imaginemos algo análogo ao filme matrix),para os filósofos está relacionado há uma ideia de ficção cientifica, este exemplo utilizado pelo autor demonstra o clássico problema do ceticismo em relação ao mundo exterior. Podemos destacar ainda outros exemplos como o da formiga que desenha na areia uma caricatura de Winston Churchill.. Ele busca esclarecer termos como o papel representação e da própria referência, que se referem a uma relação entre palavras e algo que realmente existe.. O autor cita logo nas primeiras páginas do seu livro “Razão, verdade e história”, variados exemplos, com a intenção de analisar se os mesmos são suficientes para indicar a existência de representação.

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  19. Julia,

    concordo com o que o Eduardo coloca,e, você faz o contrário. Você critica o João por "tumultuar" a postagem ao invés de tomar as críticas para melhorar o seu texto e ao invés de, se você não concorda com o que ele falou, mostrar pra ele o que você realmente quis dizer. E se, ele (João) está errado nas colocações que faz, faça como o Eduardo falou, mostre aonde está o erro e tome isso a seu favor.
    Mas, que se registre que não estou aqui defendendo o comentador João.

    Mas, como mencionado que este não é o enfoque do texto. Vamos lá.

    Eu achei o texto muito bom,não tenho leituras em Putnam e este é o primeiro texto que leio sobre este pensador. Mas me ficaram algumas dúvidas:

    1) O que seria tratar a mente como mera coisa?
    2) E se Putnam tenta alguma resposta para a pergunta sobre o que, ou que "coisa" faz essa correlação/ligação entre mente e corpo ou então mente e cérebro?

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  20. Julia, você poderia apresentar aqui o experimento mental do cérebro em uma cuba para discutirmos?

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  21. Grosso modo, o cérebro em uma cuba é uma experimento fantasioso em que imaginamos que o cérebro de uma pessoa é tirado de dentro de seu crânio e colocado em um recipiente (cuba.... sem coca-cola e uísque!!) com algum tipo de substância que venha a manter sua "vida" e atividades exatamente como no período em que estava dentro da caixa craniana de algum indivíduo.
    Esse cérebro seria mantido ligado a um supercomputador quem através de fios e/ou algum tipo de onda se mantivesse conectado ao seu corpo...

    A partir daqui se desenrolam todas as problemáticas...

    ...creio ser interessante ler também o genial texto do Dennett (traduzido pelo João Teixeira) chamado ONDE ESTOU EU!

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  22. Esse experimento me lembra muita do filme de ficção científica Matrix (obviamente sem as batalhas entre maquinas e humanos e toda aquela questão do escolhido e tals). Acredito que podemos ter uma base do que vem a ser esse experimento com base no filme, principalmente no que tange a computadores e máquinas criando ilusões e falsas percepções em nossos cerébero, afetando diretamente nossos sentidos e percepções.

    Consigo assemelhar o argumento do cérebro em uma cuba com o tão famoso gênio maligno cartesiano. Acredito que esse argumento, assim como o do gênio maligno, (que foi posteriormente revogado) nos mostra que confiar nos sentidos e sensações derivadas dele pode ser um grande erro. E, nesse caso, partilho da opinião de Descartes de que não é prudente confiar em quem uma vez nos enganou.

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  23. Elizeu, você falou do argumento do cérebro numa cuba, mas no texto e na discussão ainda não foi apresentado tal argumento. Você poderia formulá-lo para que possamos avaliá-lo melhor?

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  24. Resumidamente, o argumento relata o seguinte: Imagine-se que uma pessoa começa a duvidar da realidade do que percebe pelos sentidos, e passa a acreditar que tudo o que vê é uma ilusão. Ela vê a rua por onde caminha todos os dias, mas acredita que ela, e tudo mais que é percebido, são ilusões geradas por um computador que manipula as entradas nervosas de seu cérebro servindo-o de impulsos que formam esta aparente realidade. E assim, todas as pessoas são cérebros mergulhados em um fluido nutritivo e ligados a um computador que forma a ilusão coletiva do mundo "real".
    Uma primeira contradição desta hipótese se dá no fato de que como as outras pessoas também são percebidas pelos sentidos, então sua existência também é uma ilusão. E assim só é certa a própria existência do indivíduo que os postula. E como toda a imagem mental (de ruas, cadeiras ou cães) é falsa, ou, sem referência exterior, já que é fornecida pelo computador, então a imagem de um cérebro e a imagem de um computador que servem-no de ilusões também o são. E assim a hipótese cai por reductio ad absurdum.

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  25. Vitor,

    Sua descrição do cenário da hipótese cética está um pouco imprecisa, se estivermos pensando na versão apresentada por Putnam e para a qual seus argumentos estão direcionados. E os motivos pelos quais você rejeita a hipótese também me parecem maus. Do fato de eu perceber por via dos sentidos outras pessoas não se segue que essa pessoa não exista. Quando Putnam fala do cenário de uma ilusão coletiva ele aceita que poderiam existir outras pessoas além de nós mesmos. O que não existiria seriam seus corpos, os prédios, árvores, cervejas, etc. Existiriam apenas nossos cérebros. Há uma diferença entre o corpo não existir e a pessoa não existir. Descartes mesmo parece defender que mesmo que o corpo não exista, a pessoa que duvida ainda pode existir. Isso pode ser posto em causa, é claro, mas precisaríamos de argumentos adicionais para isso.

    Mas quando perguntei pelo argumento de Putnam estava perguntando por algo mais básico. Queria que além do cenário cético fosse apresentado também o argumento pelo qual Putnam o rejeita. A primeira vista, a mera descrição do cenário não é um argumento. Pode-se tirar um argumento daí, por exemplo:

    P1. Se sei que tenho uma mão então sei que não sou um cérebro em uma cuba.
    P2. Mas não sei que não sou um cérebro numa cuba.
    C.: Portanto, não sei que tenho uma mão.

    (Veja que "tenho uma mão" pode ser trocado por qualquer outra proposição, como p.ex. a neve é branca, etc.)

    Pelo que me parece, Putnam rejeita este argumento porque rejeita a segunda premissa...

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  26. O argumento diz que alguém não pode negar a referência à realidade exterior sem justamente fazer referencia à essa realidade. O pensar/saber que se tem mãos é sustentado por uma determinada concepção de realidade. Se alguem não sabe se é um cérebro numa cuba (e pr isso não sabe se tem mãos), sustenta essa dúvida baseado numa concepção de realidade segundo a qual seus pensamentos não possuem referência exterior. Mas a condição de inteligibilidade dessa hipótese exige que o fator determinante do seu estado corrente de ilusão seja sustentado por algo que o sujeito creia ser uma não-ilusão. A falta de referencia às mãos, é sustentada pela referência real à situação em que se é um cérebro em uma cuba. Logo, ao alegar que os pensamentos não se referem, ou que não se sabe se eles se referem, se está necessariamente se trocando uma concepção de realidade exterior por outra.

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  27. Este comentário foi removido pelo autor.

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  28. Que isso NIVALDO?
    Baixou a menina moralista? Ai ai ai: "ela tem apenas 20 aninhos". "Eu não posso discutir" - mas tu orienta o projeto sobre isso... Não nega aquele mestrado em Pedagogia mesmo. Deixa o cara discutir. Faz um puta tempo que eu não via alguém levantar uma discussão tão à sério. Não é pra isso que serve o brogui? Cara, se tu põe a porra no espaço público e convida as pessoas ao debate, encara a coisa. Como tu mesmo me ensinastes: "Se não tem c* não faça negócio com rola!".

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  29. Este comentário foi removido pelo autor.

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  30. Eduardo,

    Considerando que tenho outras ocupações além do blog, não pude respondê-lo assim que publicaste o comentário, mas vamos lá!

    Vejo que o Nivaldo já antecipou, grosso modo, o que seria esse experimento do cérebro em uma cuba.
    Tendo como base alguns artigos, inclusive a obra do autor “Razão, verdade e história”, que elenca tal experimento em suas páginas inicias, somos convidados a imaginar uma determinada pessoa (eu ou você, por exemplo)convidada a participar de um experimento em que o (seu ou o meu) cérebro seria removido/retirado do próprio corpo e colocado numa cuba, mas como o Nivaldo disse “ sem coca-cola e uísque!!”, todavia com substancias análogas a nutrientes que o mantém vivo. Já os terminais nervosos do cérebro são ligados a um supercomputador que faz com que a pessoa de quem é o cérebro (meu ou o seu) esteja conectado e tenha a ilusão de que tudo está perfeitamente normal, simulando o mundo real, mas que na realidade ( eu ou você) estamos experenciando é o resultado de impulsos eletrônicos deslocando-se do computador para os terminais nervosos . Já não bastando, tal programa, pode até mesmo apagar a memória com que o cérebro opera, fazendo com que (eu ou você) tenhamos a sensação de permanecer sem saber onde estamos.

    Como eu já havia mencionado(percebo que e o Elizeu também abordou), este tipo de experimento análogo à apresentada no filme Matrix, ou seja, esta semelhança é notável durante o filme na disputa entre máquinas, estas dotadas inteligência artificial, e os humanos. Estes últimos procuram incansavelmente eliminar as fontes de energia das máquinas para que pudessem vencer a disputa/conflito. Mas a questão é que esta “energia” são os próprios seres humanos. Assim como “a matrix”, ficam conectadas a um programa de computador,tendo ainda ilusão que tudo está aparentemente normal durante a “vida” na cuba, havendo pessoas, animais, comida, simulando, como já mencionado, o mundo como nos parece ser...
    À partir desta ficção científica, surgem frequentes questionamentos, o próprio Putnam (com todas as suas mudanças de posições) já afirmou não cogitar tal possibilidade.

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  31. INRI Nivaldo Cristi. Logo vem o teu comentário - até já adivinho!
    "Ai Jean, tu só entra pra zoar"; "Ai Jean, fica lá com o teu Nelson Goodman"; "Ai Jean, vai pesquisar os teus cachorros".

    Sim. Vou. E quando alguém me chamar pro debate, não vou ter ataque de pelanca e mandar os caras saírem!

    ;)

    Beijo!

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  32. Jean... favor apresentar em forma de argumento... pois não entendi!

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  33. Vitor e Eduardo,

    Como muitos dos que discutem aqui não possuem formação em Filosofia... eu gostaria que vocês apresentassem de modo menos técnico possível o que devemos entender por:
    a) Argumento cético;
    b) Internalismo;
    c) Externalismo.

    Obrigado.

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  34. Nivaldo. Não precisas me responder nada e nem me entender. Eu pedi que respondas ao João. Ele foi elegante e argumentativo. Ou será que não entendestes ele também. Daí fica difícil.


    Pera aí. Vou entrar no Paint e desenhar pra ti.

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  35. PAI DO CÉU. Ajude o teu filho NIVALDO.
    ele me pediu para escrever com argumentos, porque não me entende. Mas será por que, Pai do Céu, que ele faz um pedido desses pros demais colegas:
    Vitor e Eduardo,

    "Como muitos dos que discutem aqui não possuem formação em Filosofia... eu gostaria que vocês apresentassem de modo menos técnico possível"

    Eduardo e Vitor. Simplifiquem pra ele, sil vous plaît.

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  36. continuo não entendendo... meu caro jean dos cachorrinhos depressivos!

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  37. Se o próprio cérebro nos engana e nos faz acreditar em algo que não é real, como por exemplo no caso de pessoas esquizofrênicas. porque não seria possível a ideia de um super computador criar uma ilusão, fazendo-nos crer que tudo isso é real?

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  38. Imaginei NIVALDO. Conheço muitos do tipo: apertou, fugiu.

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  39. Surreal.... vejam o início do artigo de Jean Segata. A história dos cachorrinhos depressivos é real. hahahahahahaahha

    "Na sorte das discussões contemporâneas, a humanidade dos animais dos animais de estimação é um tema controverso. Até che
    garem ao posto de nossos bebezinhos, lindinhos da mamãe, fieis companheiros, e viverem em nossos lares, motivarem manifestos ou se tornarem o foco da atenção de gest
    os médicos e estéticos, houve um longo caminho a ser percorrido..."

    http://www.abant.org.br/conteudo/ANAIS/CD_Virtual_28_RBA/programacao/grupos_trabalho/artigos/gt05/Jean%20Segata.pdf

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  40. Com relação a um interfaceamento entre o cérebro (em uma cuba) e um corpo (ou um computador que simule as sensações de um corpo), Nicolelis foi capaz de ler sinais cerebrais em um rato de forma que atuem no corpo de outro rato, gerando, enfim, tal interface, mostrando que a experiência do cérebro na cuba pode, enfim se tornar realidade.

    Por sua vez, não ser capaz de afirmar que não estamos em matrix, não garante que estamos!

    Os argumentos lógicos apresentados pelo Eduardo apenas mostram isso, mas não são conclusivos.

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  41. Egon,

    não conseguir rejeitar a hipótese de que somos apenas um cérebro em uma cuba não quer dizer que somos mesmo, mas não é para isso que serve a hipótese. Ela serve antes para mostrar que não sabemos de fato coisas que tipicamente se pensa que nós sabemos. Se não posso excluir a hipótese de ser um cérebro em uma cuba, então não sei que tenho uma mão (ou que vivo no Brasil, que estou escrevendo no blog, etc).

    Não sei se entendi bem o que você quis dizer na última frase, se era que o argumento que apresentei supostamente mostraria que somos cérebros em uma cuba e por isso estaria errado ou que ele mostra que não podemos saber coisas que pensávamos saber, mas está errado.. de qualquer modo - o que é mais interessante - porque achas que está errado?

    um abraço

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  42. O Eduardo coloca uma questão muito interessante a respeito da existência do indivíduo. Descartes trás isso em sua famosa sentença "Penso, logo existe" que é a base de toda a cadeia de razões apresentada pela filosofia cartesiana na obra Meditações Metafísicas.

    A filosofia de Descartes é baseada no fundacionismo, e ele utiliza o Cogito como sua primeira percepção clara e distinta. Por tanto, a preposição "eu sou, eu existo" é verdadeira todas as vezes em que nós a pronunciamos. Logo, acredito que não podemos afirmar se somos ou não um cérebro em uma cuba, apenas podemos saber que existimos, seja por meio de um cérebro mantido por computadores ou qualquer outra forma análoga ou não a essa.

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  43. Legal Elizeu, mas você acha que Descartes está certo? será mesmo que o cogito é mesmo auto-evidente? Descartes gasta um tempo considerável a tentar convencer-nos de que sim, mas se fosse algo tão evidente, já não concordaríamos de saída com ele, só de entrar em contato com o cogito? Essas são as perguntas que tens sempre de fazer e tentar responder.. ficam aqui como um estímulo :)

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  44. Claudio,

    não entendi direito seu último comentário, você poderia nos explicar por que colocou aquela citação ali?

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  45. Vitor,

    você acha que Putnam está certo?

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  46. Este comentário foi removido pelo autor.

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  47. Oi Claudio.
    É surreal mesmo! A história dos cachorrinhos depressivos é real. Mas eu não faria o HAHAHAHAHAHAHA por isso. O mais engraçado de tudo é que por conta deles, em consegui me desocupar com comentários de blog, para escrever em periódicos e editoras internacionais. HAHAHAHAHAHA

    L´AFEA
    http://afea2011.sciencesconf.org/browse/author?authorid=191199

    L´Herne
    http://www.kobobooks.fr/ebook/Des-hommes-malades-des-animaux/book-rrQgmevcFUyyz4y0Bf-BWw/page1.html

    Collège de France
    http://las.ehess.fr/document.php?id=663

    ICA - Univesität Wien
    https://ica2012.univie.ac.at/index.php?id=117160&no_cache=1&tx_univietablebrowser_pi1[backpid]=117025&tx_univietablebrowser_pi1[fkey]=751&tx_univietablebrowser_pi1[uid]=5475

    ALA - Universid de Chile
    http://www.facso.uchile.cl/noticias/79813/narrativas-em-movimento

    Universidad de Buenos Aires
    http://www.filo.uba.ar/contenidos/novedades/cont/listado/www.filo.uba.ar/contenidos/investigacion/institutos/antropo/jias/jias5/txt/02-segata.htm

    UnB
    http://www.dan.unb.br/index.php?option=com_content&view=article&id=180%3Aanuario-antropologico-sumario-20112&catid=21%3Aproducao-cientifica-anuario-antropologico&Itemid=8

    se quiseres outros, mande um e-mail.
    HAHAHAHAHAHAHAHAHAHA


    HAHAHAHAHAHAHAHA

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  48. Ah Claudio...
    Tem Principia. Mas nem tô contando com filosofia agora!
    hahahahahahahahahaha
    http://www.cfh.ufsc.br/~nel/rumos-vol11-ebook.pdf
    hahahahahaha

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  49. Jean

    Se você é tão bom, porque está preocupado com um mero blog? O que me impressiona é que mesmo assim, você continua sendo uma pessoa extremamente insegura. Sua insegurança é compensada por uma atitude extremamente arrogante. Mas se você tivesse algo minimamente interessante pra dizer, não precisaria desses arroubos de narcisismo.

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  50. Claudio,

    realmente não consigo entender a correlação que você faz entre inteligência e profissionalismo com se sentir uma pessoa segura. Não seria talvez bem o contrário? quanto mais uma pessoa estuda e se dedica a uma área, menos segura se sente, ao ver tantos palermas a defenderem palermices, sentindo-se no entanto tão seguros de si, ao mesmo tempo que percebe que quanto mais estuda, menos segura fica de si mesma?

    pelo grau de profissionalismo de seu diagnóstico psicológico no comentário acima, vê-se logo que você é uma pessoa muito segura de si!

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  53. Nivaldo,

    Aproveitando a pergunta que fizeste ao Eduardo e ao Vitor, adiantarei segundo a visão do próprio Putnam o que vem a ser as perspectiva exteriorista e interiorista. Embora Putnam tenha abandonado estas posições, em busca de uma “ingenuidade deliberada”, podemos dizer que esta primeira posição foi uma das posições mais influentes que emergiu em um período realista, segundo esta posição, o mundo existe independentemente da mente e há apenas uma descrição verdadeira sobre como mundo realmente é, o que independe de quem os observa.
    A perspectiva interiorista, por oposição, é considerada a tese que aceita várias descrições verdadeiras sobre uma realidade. Além do mais, do ponto de vista interiorista, nada poderá existir totalmente independente da mente. Com isso, esta posição acaba negando a existência da perspectiva de “olho de deus”(esta, ligada a perspectiva exteriorista)

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  54. Cláudio. Obrigado pelo diagnóstico free. Nem precisei de encaminhamento médico! E arroubos de narcisismo não é um privilégio do qual podes desfrutar.

    Só para lembrar, eu nunca citei um trabalho meu aqui, antes de você fazê-lo, com tom de graça. Pra gente arrogante, arrogância. Pra você, nada.

    Ainda entro aqui, em consideração a gente séria, não a você. Putnam me interessa, não você. Não te conheço e nunca me dirigi a você. Não se dirija a mim.

    Nos meus comentários, eu estava falando com o dono do circo, não com o palhaço. Não notou?

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  55. Julia,

    há de se observar que as palavras "internalismo" e "externalismo" servem para designar posições diferentes em diferentes áreas da filosofia. O seu uso mais frequente em filosofia é para designar posições sobre o conhecimento e a justificação epistêmica, em epistemologia. Mas há também um uso diferente em filosofia da mente e filosofia da linguagem, que é onde se inserem as ideias de Putnam sobre o externalismo de conteúdo. Neste uso, "internailsmo" e "externalismo" servem para designar posições metafísicas.
    Na sua apresentação no entanto, estas diferenças não são referidas, furtando ao leitor o entendimento correto. É realmente algo que é difícil de expressar com clareza, porque não há de fato um acordo entre os filósofos quanto as teses precisas que estas palavras designam.
    Talvez seja o caso de deixá-las de lado, por mais confundirem do que ajudarem a compreendermos melhor as ideias dos filósofos. Sou particularmente avesso a tentativa enciclopédica de alguns em guardar cada filósofo dentro de algumas caixinhas, tendo interesse primário em classificá-lo, ao invés de se perguntar se estarão suas ideias certas ou erradas, se argumenta de maneira bem sucedida a favor destas ideias, etc. Isto parece-me uma burrice.

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  56. Essa discussão está cada vez mais uma discussão de egos, do que algo sério... peço aos colegas que mantenham o ataque a argumentos, sem nenhum tipo de zomba, sem se achar superiores. Discutiremos ideias, não pessoas, nem currículos. Mas discutir ideias, somente com ideias, sem ataques a pequisa do outro, pois, isso é pequenez.

    Eduardo, só falei que refutar ideia A (que pode ser, refutar a afirmação que sou um cérebro na cuba), não garante a validade de seu contrário (ou seja, refutar o argumento que sou um cérebro em uma cuba, não garante que não sou, a não ser que tenha argumentos favoráveis para tal afirmação, dand validade a esse novo argumento). Desta forma, disse não ser conclusivo (o fato de não "provar" que não sou um cérebro na cuba, não me dá argumentos suficientes para CONCLUIR que sou...).

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  57. Humm, veja se compreendi direito Egon. Mostrar que há algum problema com um suposto argumento que conclui que não somos cérebros em uma cuba não nos dá boas razões para acreditar que a conclusão é falsa, apenas nos mostrar que tal argumento não nos conduz corretamente a tal conclusão. É isso?

    Bem, se for isso, volto a repetir. O propósito do argumento que apresentei não era concluir que somos ou que não somos cérebros em uma cuba. A única função desta hipótese cética é a de minar as minhas afirmações quotidianas de conhecimento. Porque se não posso excluir esta possibilidade, como terei justificação para acreditar em coisas que acredito, sendo que elas podem não passar de meras ilusões (caso sejamos de fato cérebros em uma cuba). Não poderei neste caso saber que tenho uma mão porque é falso que tenho uma mão se sou apenas um cérebro em uma cuba. E mesmo que eu tenha uma mão, não estarei justificado em acreditar que tenho uma mão caso não consiga excluir a hipótese cética.
    Em geral, é a isso que se propõe aquele argumento. O argumento é o seguinte:

    P1. Se sei que tenho uma mão, então sei que não sou um cérebro em uma cuba.
    P2. Mas não sei que não sou um cérebro em uma cuba (pode bem ser que seja, e não consigo agora excluir tal possibilidade).
    C.: Portanto, não sei que tenho uma mão.


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  58. Egon 2,

    acho que agora compreendi melhor. Estás apenas dizendo que não podemos concluir algo apenas porque somos incapazes de mostrar que isso é falso. Um exemplo seria:

    Dado que não conseguimos excluir a hipótese de que há vida alienígena no universo, há vida alienígena no universo.

    É a chamada falácia do apelo à ignorância, muito usada também nos tribunais. Supõe-se sempre que dado que não conseguimos mostrar que alguém é culpado, ele é inocente.

    Isso concordo com você :)

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  59. Pessoal boa tarde. Inicio meu comentário cumprimentando a todos, por conta do clima pouco dialético, e até (talvez) um tanto sofista, no meu entender, que tomou rumo esse debate, onde houve atenção – mais sobre o que disse João e menos sobre o que disse Putnam. É meu primeiro comentário, assim sendo estará sujeito a minha ignorância filosófica e ingenuidade acadêmica.

    Se há uma tal coisa como uma ideia que vale seu preço, isto é, que está correta, há inevitavelmente, a questão da natureza desse “estar correto. O que torna a fala mais do que apenas uma expressão de nossa momentânea subjetividade é que ela pode ser apreciada em relação à presença ou ausência dessa propriedade – chamada “verdade”, ou “correta” ou “valendo o seu preço” ou o que desejar. ( Putnam, 1990)

    Putnam em seu texto cita Quine que diz: “a verdade não é, de modo algum, uma propriedade”. Dizer que - isto ou aquilo - que disse João, que disse Nivaldo, que disse Eduardo, que disse Egon, que disse Jean, que disse Júlia, que disse Vitor, que disse Elizeu, que disse anônimo e que digo eu agora – ser uma verdade, ou não - é “meramente reafirmar a sentença.”.
    Minha formação é Publicidade com especialização em Marketing. Marketing é conquistar e manter.
    Em discussões sobre as relações físicas e mentais , essa sentença é ainda mais poderosa.
    Cheguei agora, contudo creio que este blog tem o objetivo de conquistar comentadores e mantê-los pelo tempo de sua existência.
    Putnam diz que “filósofos herdam um campo, não autoridade”. Caríssimos comentadores nossa postura será julgada pela serenidade com que julgamos. Abraço a todos.

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  60. Marcelo,

    não deixe os ataques de fúria obscurecerem a discussão de idéias que está sendo conduzida pelo pessoal aqui. Dizer que deu-se mais atenção a isso é errado (eu sinceramente espero).

    Como você mesmo admitiu, seu comentário, sendo o primeiro, poderia ter e de fato tem alguns problemas. Não é algo que tenhas de fato culpa, se é que ninguém nunca te alertou deles. Mas são alguns vícios que impedem a discussão rigorosa de idéias. Espero poder contribuir um pouco com a formação daqueles de vocês que estejam dispostos a aprender a discutir idéias de maneira rigorosa e honesta. Por isso vou dar algumas dicas ao longo dos comentários sempre que esteja ao meu alcance.

    Você faz certo ao citar autores para discutir algumas idéias. Só que você pára por aí. O correto seria não parar, e colocar as idéias destes autores em discussão. Você pode tanto defendê-las como ir contra elas. Só tem de fazer isso com honestidade.

    Há um motivo bastante simples para isso: os autores podem estar errados e há sempre algum autor a discordar do outro. Assim sendo, não há muitas teses consensuais em filosofia, assim como o há em física ou química ou história. Deste modo, não estamos nunca justificados a usar um filósofo como uma autoridade em algum assunto.

    É irrelevante, de certo ponto de vista, o que afirmam os filósofos. O que é interessante é saber como é que defendem aquilo que afirmam, saber se estão certos ou errados, justificados ou injustificados, etc. Por isso é uma coisa a evitar ficar citando filósofos se você não está disposto a discutir minimamente se suas afirmações são ou não verdadeiras (defender ou rejeitar elas). É muito comum no entanto ver pessoas (e grandes intelectuais brasileiros) a sistematicamente ignorar este aspecto central da discussão de idéias e ficar apenas repetindo mais ou menos o que disseram os filósofos.

    Essa é minha dica para você: tenha o hábito de evitar poluir o texto com citações de grandes filósofos, a não ser que você vá defender ou rejeitar o que citou, e em qualquer acaso, vá discutir se o que citou é verdadeiro ou falso, ou se é ou não plausível de ser defendido. Se assim o fizer, estará a prestar um grande serviço à filosofia.

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  61. Eduardo citei Putnam por ser o assunto da vez. Mas concordo em não dever por autores do modo como fiz. Todavia não faltou honestidade no que eu disse, posso lhe assegurar de maneira serena. Sobre "verdadeiro ou falso" , não me refiro as palavras ditas em si, mas a motivação de um debate tao inflamado pelos egos, intencionais ou não. Ou seja, os que motiva essas defesas. De modo geral gostei do seu comentário. Obrigado.

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  62. Eduardo,

    Referente ao seu último comentário sobre as perspectivas exteriorista e interiorista, certamente não apresentei nenhuma distinção entre estas posições nas diferentes áreas existentes na filosofia, tendo em vista que não possuo praticamente nenhuma formação específica em Filosofia. Todavia, quando as utilizo na ideia Putnam, estas perspectivas ("exteriorista" e "interiorista") estão diretamente ligadas a filosofia da mente, como disseste.
    Putnam por sua vez, utiliza para apresentar o absurdo na posição exteriorista, uma teoria chamada de "teoria da verdade como correspondência"- grosso modo seria a semelhança e/ou correspondência entre imagens mentais (de algo exterior) e o mundo real (teoria conhecida como uma espécie de fantasma, assim preferem dizer alguns filósofos) que aos poucos foi sendo contestada. No entanto, Putnam discorre de tal teoria, acreditando ausência daquela espécie de “olho de deus”.

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  63. Júlia,

    estou meio perdido. Até onde eu sei, o externalismo e o internalismo em filosofia da mente/linguagem não são teorias sobre a verdade. A teoria da correspondência, no entanto, é uma teoria sobre a verdade. Não estou conseguindo entender a relação que você está fazendo entre as duas coisas... ainda menos o que vc falou sobre ser conhecida como teoria fantasma e "olho de deus"... vc poderia explicar melhor em que está pensando?

    além disso, qual seria o absurdo com a posição externalista de que você fala? e vc concorda com Putnam a respeito disso?

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  64. Eduardo,
    Primeiramente, muito obrigado pela consideração para com o meu comentário.
    Como me pedisse, esforcei me a elencar alguns motivos pelos quais acredito que Descartes esteja "indo no caminho correto".

    Acredito que Descartes tinha um fundo de razão em suas colocações.

    Vamos assumir uma posição ceticista metodológica, assim como Descartes, e refutar todos os conhecimentos que nos são dados seja por crenças,experiências, sentidos, tentando encontrar apenas uma delas em que tenhamos um base sólida para assentarmos nossos pensamentos (uma espécie de fundacionismo cartesiano). Dessa forma, praticamente tudo poderia ser posto à prova. Mas, se tudo for posto à prova ainda haverá um sujeito que está colocando tais sentenças à prova. O que me leva a acreditar que mesmo que todos os nossos cérebros estejam em uma cuba, o "eu" ou seja, o sujeito ainda existirá.

    Mas isso me leva a uma nova questão, semelhante a elaborada por Dennett. Se conseguimos duvidar de tudo mas ainda existe um "eu" duvidando de tudo, onde exatamente se encontra esse "eu"?

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  65. Eduardo,

    Certo. Fiz a distinção entre as perspectivas exteriorista e o interiorista do ponto de vista de Putnam (que está inserido na filosofia da mente), creio que até ai tudo bem, talvez não tenha me expressado de maneira correta o que a teoria da correspondência tem haver com estas duas perspectivas, mas vamos lá.. Quando menciono que Putnam discorre da teoria da correspondência neste cenário, é para expor o absurdo da perspectiva exteriorista ( pois o ponto de vista verdadeiro é uma espécie de “olho de deus", claro, que este "olho de deus" é referente a teoria exteriorista e não a teoria da correspondência.) De modo algum Putnam utiliza a teoria da correspondência para correlacionar as posições, pelo contrário, é utilizada para apresentar como a única até Kant. No fim, o próprio autor acaba também criticando a teoria da correspondência (pra variar). Como apresentei, a teoria da correspondência foi sendo contestada, e veremos que realmente foi.
    No início Putnam se referia a uma teoria da referência como semelhança, pois segundo ela, a imagem mental de algo exterior partilha uma forma com o objeto exterior, por isso uma "espécie de fantasma" por ser semelhante ao que existe fora da mente. O que li sobre o assunto, na própria obra do autor chamada "Razão, verdade e história" (próximo à pg. 87 se eu não me engano)Putnam menciona neste contexto Locke e Berkeley, para demonstrar que, embora no início ele tenha discorrido da teoria da correspondência para rejeitar a exteriorista, ele acaba demonstrando como a teoria da correspondência vai sendo contestada. Ele primeiramente se refere a Berkeley que foi mais adiante do que Locke neste sentido, por acreditar que a imagem mental não partilha nenhuma das propriedades do objeto externo, enquanto Locke, afirma partilhar de algumas de tais propriedades. O motivo pelo qual Putnam os escolhe, é porque consideravam ser possível a posição de um objeto percebido de maneira diferente por vários observadores ou pelo mesmo observador em situações diferentes. Para Putnam , tal conclusão o levou à afirmação de que a matéria não existe realmente. À partir dai Putnam acaba vendo o problema da teoria da verdade como correspondência, que está justamente na suposição da semelhança entre imagens mentais e mundo real. Ele mesmo diz "que tudo é semelhante a tudo em algum aspecto". Segundo este autor, não é possível selecionar a correspondência “verdadeira” entre o mundo e nossas imagens mentais se não podemos acessar tal mundo independentemente das nossas mentes.
    Com isso o próprio Putnam ressalta que se extingue esta teoria, que para ele persistiu por muito tempo pelo nosso simples desejo de uma perspectiva exteriorista do “olho de deus”. Deste modo, espero que eu tenha esclarecido um pouco melhor a confusão feita em outro comentário e esclarecido também seus questionamentos.
    Abraços.

    (PUTNAM, Hilary. Razão, verdade e história. Lisboa: Dom Quixote, 1992.)

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  66. Elizeu,

    certamente não posso questionar minha existência, sendo que só eu não posso questionar isso. uma vez que não posso prova a sua existência, e nem você a minha, visto que talvez você nem exista. mas se eu tenho certeza de minha existência, embora não tenha certeza de como eu sou, o "eu" vai estar onde eu estiver, a não ser que na verdade eu seja uma ilusão imposta ao meu cérebro. e se o meu cérebro estiver em uma cuba, isso quer dizer que apenas eu existo, e seguindo um pensamento de que tudo o que sinto seja apenas um estado cerebral, tudo faz parte de mim, logo todos vocês são na verdade só eu.

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  67. Responda, de forma pessoal e justificada, à questão formulada pelo autor no final do texto pfv

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